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Paz de Chrystian

Quem cochila, o rabo espicha

21/03/2009 às 18h47

O Cd, minha infinda alegria

É, eu sei: “quem cochicha o rabo espicha!”.
Mas... o texto é meu – aí, kkkkkkk!, faço o quem bem quero.
Estava eu em Salvador, a caminho de Morro de São Paulo, acho que cinco anos atrás.
Vocês sabem que adoro viajar, né?
Aí... um jantar (vocês sabem também que eu adoro comer) no Trapiche Adelaide, um restaurante divino, de extremo bom gosto e comida de fazer a alma suspirar.
E de repente ouvi, ao fundo, uma voz linda cantando.
E cantou mais uma vez.
E cantou de novo.
Era, perguntei ao maitre, uma cantora baiana que se chamava Virgínia Rodrigues.
Que voz.
Densa, mas tênue.
Forte, apesar de atingir sopranos inalcançáveis para um mortal. Mas de cara percebi: Virgínia Rodrigues não é desse planeta.
Que voz, meu Deus!
Ela cantava “Mimar Você” com um arranjo que, sinceridade?, deslumbrou minha alma anarquista.
E desde então perdi o sossego.
Um desassossego bom, como diria Guimarães Rosa, lá pelos Gerais.
Quem viajava, pedia para comprar o Cd.
Se viajava, procurava o Cd.
E nunca, aquele, em minhas mãos.
Núbia Dantas Costa, Luziane Paulino, Marina Elali, Larissa Borges, Leo Fialho, Kau Cavalcanti: ninguém nunca encontrava o bendito Cd.
E eu vagava...
E sonhava com Virgínia Rodrigues... que foi descoberta por Caetano Veloso durante um ensaio do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, lá por 1997.
Depois de mais de vinte anos cantando em coros de igrejas, ela foi convidada pelo diretor Márcio Meireles para participar da peça “Bye Bye Pelô”, onde Caetano a viu pela primeira vez.
De origem humilde, Virgínia traz referências populares e líricas do que ouviu na infância... O resultado é que seu canto vagueia entre o erudito e o popular. É um canto com alma, alegria, “sofridão”.
E continuei procurando.
E de loja em loja, de cidade em cidade – e nunca.
Aí...
Certo dia estava no Recife, com minha amiga Juliana Rosado. Amiga desde sempre, aliás.
Fomos ver sei lá o que. Sem nenhuma pretensão, paramos na Saraiva, a beira do cais no Recife e... tomamos um café, comprei um livro italiano para Keity, descobri uma edição nova de “Dom Casmurro” e... fui até a sessão de Cds.
E quem olhava para mim?
O Cd de Virgínia Rodrigues, que eu procurava fazia 4 anos.
Ah, Deus! Como vibrei!
Comprei, voltei cantando, botei pra todo mundo ouvir: Ah... eu e meus exageros.
Foi como um presente dos céus, aquele encontro.
O Cd era “Nós”, gravado no Ano 2000. Mas ela gravou “Sol Negro”, em 1998, “Mares Profundos”, em 2004 e “Recomeço”, no ano passado.
Não precisa dizer que todos fazem parte da trilha sonora da minha vida, precisa?
Bem, com tudo isso quero dizer que... a gente, mesmo que demore um tanto no mundo, é feliz.
É feliz por esperar, por cantar, por reencontrar ou, no meu caso, encontrar.
A felicidade que senti à época do meu encontro com “Nós” foi tão forte, mas tão forte, que eu resolvi dividir com vocês – mesmo passados três, quatro meses.
Acredite: um dia, a felicidade chega.
E... se para você é um carro chiquérrimo, uma viagem para outros mundos, um colar de diamantes...
Para mim foi os Cds, todos, da negra linda Virgínia Rodrigues.
Minha felicidade é sempre assim: chega cantando.
E anuncia boas novas.
Quer mais lúdica missão na vida?

Devaneios sobre morte, abandono e ingratidão

20/03/2009 às 23h18

Confesso que não consegui digerir muito bem a semana que passou.
A morte do deputado Clodovil Hernandes me doeu por vários caminhos – e, acreditem, nunca fui fã dele.
Sempre o achei esnobe demais – e, como espiritualizado que se dizia ser, Clodovil sempre agrediu demais, polemizou sem inteligência, foi muito contundente em assuntos do tipo “fulano é gay”, “cicrana é prostituta” – e por aí vai.
Agredia, falava em amor ao próximo, agredia, falava em Deus. 
Incoerente, muito, para mim ele sempre foi.
Clodovil, talvez, tenha, sem saber, procurado esse fim.
Um fim à sua maneira.
Quando morreu, lamentei bastante.
Não podemos negar: ele foi um grande homem. Ícone da moda brasileira, um apresentador que acertava vez ou outra, um deputado federal, apesar da responsabilidade de mais de 450 mil votos em São Paulo, apático.
Mas que foi um ser que cravou seu nome na história, ah isso foi.
Mas, Deus quis assim, Clodovil se foi.
E foi sozinho, num quarto de um apartamento, sentindo dores, talvez, de abandono.
O mesmo abandono certamente sentido quando seus pais biológicos o abandonaram ao nascer, 71 anos atrás.
E, de repente, senti um “descaso” no ar.
Como fizemos uma cobertura excepcional (se é uma coisa que não tenho é a tal da modéstia. 
Principalmente porque sei que esse site é o site)... pois bem... na tarde da sua morte, terça-feira,17, passei horas a fio no computador.
Pesquisei a vida, a obra, as frases, o homem que se transformou no maior costureiro do Brasil.
Longe do exagero de Dener – e, mais recentemente falando, das cafonices de Ronaldo Ésper - nem sei se é assim que se escreve.
Clodovil, no corte e costura, foi o cara!
Aí... comecei a perceber que as chuvas que castigavam São Paulo àsquela tarde, para a imensa maioria dos sites brasileiros, por exemplo, eram “mais importantes” do que o falecimento de Clodovil.
Não era. Com o descaso do governo paulista, afogar-se na maior cidade do Brasil quando uma chuva cai, é lugar comum. A morte de Clodovil, não.
Penei, àquela tarde, para fazer a cobertura da sua morte.
E não chegava nada interessante, inteligente, que valesse a pena ler. Nem em sites, nem em agências nacionais de notícias.
E o tempo passou.
E eu, decepcionado, fiquei pensando com meus borbotões.
Terá sido pelas inúmeras brigas que burramente se envolveu?
Terá sido por que de alguma forma os jornalistas não se interessavam por Clodovil?
Terá sido porque ele “desconstruiu”mais do que construiu?
Terá sido porque muita gente se diz amigo e a bem da verdade não era, nem nunca foi?
Terá sido o quê, então?
Ainda não sei. Mas queria dividir essa angústia com vocês.
Aí veio o enterro.
E quase ninguém apareceu.
Como se morresse e... fim. A bem da verdade, até é. Mas no caso de Clodovil, não deveria.
E o enterro começou, terminou e... quase ninguém ao redor.
Achei, por exemplo, um absurdo, nenhum artista no velório.
Isso me doeu ferozmente.
Logo a classe, sempre tão unida?!
Clodovil lançou muitos nomes, grandes nomes passaram pelos seus programas, elogiaram seu talento, vestiram suas criações, foram saudados por sua verve sei lá como.
E na hora do adeus, só Deus.
Realmente morreu e pronto!
E tchau.
Em um dos jornais da televisão, se dizia: “200 pessoas no enterro de Clodovil”.
Vi Agnaldo Timóteo (mas não o considero um artista, perdão) e vi Vida Vladd, atriz, a famosa e simpática Ofrásia, que havia trabalhado com Clodovil apenas 11 meses, na Rede TV!
E uns políticos apareceram. Mas político, para mim, na sua imensa maioria – não merece lá tão bons comentários assim. Fato é que achei Clodovil sozinho.
O vi, aliás, só.
Teria, então, plantado aquilo?
Por que, meu Deus?
Morreu como veio ao mundo...
E morreu cheio de sonhos para realizar, cheios de ingratos a abandonar seus túmulos.
Morreu e pronto.
Aqui, mais uma. Não busquemos, na ingratidão, os caminhos da vida. Toda pessoa ingrata é uma pessoa feia, burra, pobre de alma.
Gente que cospe em pratos que comeu, gente que esquece o que foi feito quando precisava desse, daquele amigo, gente... ah, pela metade.
Clodovil merecia mais festa – mesmo que fosse no seu fim!
O Brasil ficou devendo essa.

"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"

17/03/2009 às 11h00

PAZ DE CHRYSTIAN abre espaço, hoje, para um texto que não é assinado por Chrystian de Saboya. 
Mas que tem tudo a ver com o universo que o site escreve aqui, nesta coluna.
Sobre um psicólogo que varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou.. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Patrick Swayze, uma menina na Lagoa, a vida e o mundo de Deus

27/02/2009 às 18h29

Patrick Swayze: para sempre

Ah, me bateu uma tristeza...
Estava lendo o The Sun, agora pela web...
E de repente a notícia de que o ator norte americano Patrick Swayze, que está em fase terminal, lutando ferozmente contra um câncer no pâncreas, foi fotografado no Aeroporto de Van Nuys, em Los Angeles, embarcando em seu jato particular com a mulher Lisa Niemi e seu poodle, rumo a seu rancho no Novo México, onde ele estaria pretendendo passar seus últimos dias cercado de beleza e serenidade.
Magrinho, uma aparência triste demais... Swayze, perdão, Deus, não deveria, sei lá, passar por tanto sofrimento...
Na semana passada, Swayze não compareceu ao hospital Cedars-Sinai, onde recebia quimioterapia semanalmente, confirmando os boatos de que teria abandonado o tratamento por causa de seus efeitos graves colaterais.
Suas dores são tantas, que por vezes chora, diz uma outra matéria, no The New York Times.
Fiquei aqui pensando, cantando feito Cazuza: "Porque que a vida é assim?".
Assim sei lá como, que come, consome, mata por dentro.
Nossos ídolos, meu desde as matinês no Leblon, quando assisti Patrick Swayze pela primeira vez, em "Matador de Aluguel", não deveria desencarnar assim.
O espiritismo diz que o sofrimento purifica a alma.
Mas Patrick, que já fez tanta gente feliz com seus filmes, deveria, quem sabe, ter a alma purificadinha...
Por razões como essa, temos que pensar antes de pegar uma briga, de nos desentendermos com o mundo, de atirarmos pedras.
Aprendi desde muito jovem a não julgar.
E de um tempo pra cá ando mesmo tranquilão – e com o passar dos anos, mais manso, eu acho.
A receita é jogar para longe os ebós da vida, não espalhar notícias ruins, nem enviar e-mails meio assim, deixar de dar cabimento a gente traíra, pela metade, invejosa, fraca d’alma.
Para elas... preces. E adeus.
Para o mundo... rezas, sem fim. E caridade, amor, amor, amor.
Outro dia, passando pela Lagoa Rodrigo de Freitas, uma menina, lindinha, pedia esmolas num daqueles sinais insuportáveis do meu amado Rio de Janeiro, com uma camiseta sujinha no que um dia foi, talvez, um tom amarelado...
”Quero viver cem anos!”
Imagine só. Ela, ali pobrinha, querendo viver cem anos... mesmo no meio de uma guerra civil, encravada na injustiça social do mundo.
Imagine Patrick Swayze, que tão feliz fez tantos mundo a fora.
Imagine eu, pobre mortal...
Perdão, Deus.
Mas acho que tem gente no mundo que deveria, pelo menos, beijar a eternidade.

Tudo pode, o tal talento, o tal alento, o tal amor

10/02/2009 às 11h14

Como Tônia: Marjorie se reinventa. E encanta.

DeSaboya.com – você já leu aqui algumas vezes, é fã, daqueles de carteirinha, tudo o que lê curte e torce. 
Ah, como o site – e o mundo todinho, ? – torcem por essa curitibana que chegou na Globo para ficar. E brilhar. E desenhar outras vidas que não a sua, em papéis que se eternizam por um motivo maior: seu talento... tremendo talento!
“Caminho das Índias” acabou de começar.
A nova novela de Glória Perez mostra um país mágico e trágico, uma cultura ora lúdica, ora absurda, com nós na garganta. Mostra amiga traída, dondoca louca, amores , abandonos e “gente doida”.
É nesse universo que vi, ontem, Tônia, a personagem atrapalhada de uma das maiores atrizes de sua geração.
Oclão, roupa balão, cabelo desgrenhado. E Marjorie Estiano, linda, já cheia de amor para dar... E de alegria para oferecer assim, de risos. 
E não é que ela é ótima comediante!
Do outro lado da trama, Bruno Gagliasso. Um rapaz “abandonado” por uma família infinitamente mais “enlouquecida” do que ele.
Os dois, outro dia, se encontraram no escritório do pai de Tarso, o personagem de Galiasso.
Um esbarrão, uma história de amor se desenhando.
Ontem, no Rio, conversava com Roberto Carminate, diretor da novela, casado com Marina Elali, sobre “Caminho...”
- “Marjorie e Bruno (pia, a intimidade!) serão os personagens mais queridos dessa novela. Sei lá! Bateu uma química, uma energia diferente. Se dentro de uma tv fininha, cheia de fios e tecnologias o amor passa num olhar que seja, então, meu caro, aguarde cartas. E choros, soluços de amor. Ah, o amor...”
Curto televisão, vocês sabem.
Vi Marjorie pela primeira vez como uma vilã azeda, acho que se chamava Natasha, em Malhação. 
Depois vieram as mocinhas Marina, de Páginas de vida e a sofrida Maria Paula, de Duas Caras, quando fez sua primeira protagonista.
Ah, e como fez bem!
Como trabalha bem!
Hoje, ao ver essa “menina véia” na televisão, me dá uma saudade do que deixei para trás em busca do meu grande amor... Saudade, apenas. Arrependimento jamais!
Ver Marjorie é sempre bom – faz aquele tal estado de encantamento chegar sem pudor algum.
Que ela e Bruno dêem show!
Que a história de amor entre uma “pobre menina feia” e um rapaz doente da cabeça, da alma... se transforme numa lição de vida para cada um de nós.
Que o amor, que supera tudo, cure vidas e almas.
E que encham de esperança os Caminhos... das Índias – e nossos também!
Viva o talento!
E viva Marjorie!

Ejaculação precoce

08/02/2009 às 11h24

Acho que estou voltando à vida, quase dois meses depois, mais elétrico do que nunca.
Ainda não reassumi meu site, porque ainda viajo por aí.
Mas percebi, de uns dias para cá, que ando piorado muito.
O melhor exercício da vida é você fazer pelo menos dez coisas ao mesmo tempo – quem escreveu isso certa vez foi Rimbaud, meu louco e preferido poeta francês.
E consigo, acredite.
Gosto de milhões de coisas sobre meu cabeção.
Até no sentido literal da palavra: cera, gel, fixador. Tem dias que uso tudo ao mesmo tempo, acredita?
Nem eu.
Mas de uns dias para cá o que tenho percebido em mim é a rapidez. Faço tudo muito rápido – e escrever então... chega a ser inacreditável.
No passado levava um dia para atualizar o site, por exemplo. Hoje, em três horas, faço tudo.
De Paz de Chrystian (devido às “reclamações” Paz vai voltar), até as notas do site.
Tudo muito rápido mesmo!
É como se “baixasse” um espírito em mim, sei lá. Como se não fosse eu.
Como se eu recebesse uma carga elétrica do universo e voasse em disparada.
Se é bom?
Adoro!
Aliás, curto – e muito, todas as bênçãos que caem sobre mim.
E não venha com essa de que não durmo. Depois das agulhas de Akira Yano, até dormindo estou. E muito.
E arrumei tempo para mais coisa ainda, mais festas (esse ano estou com a cabeça fervendo de idéias para nossos coquetéis, nossos eventos todos) mais devaneios, outros escritos.
Vê se agora meu livro sai.
Ta pronto, mas cadê tempo de tocar o barco?
Com tudo isso gostaria de dizer que a gente tem, sim, que ter pressa na vida.
Dormir demais, deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, fazer mais tarde – ou ficar parado, atrasa o mundo, o seu mundo.
Os mansos, acreditem, vencem pela metade.
E dormem no ponto.
Ser apático, sempre acreditei nisso, é ser pela metade.
E nada pela metade é tão interessante assim.

E quem disse que não?

05/02/2009 às 18h09

Desde que me entendo por gente, decidi, por ano, tirar dois meses de férias.
E me desligo de tudo – literalmente. É que sou do tempo em que as escolas davam férias de três meses - e os alunos aprendiam mais...
E não quero saber de nada.
Só meu mar, uns amigos escolhidos a dedo ao redor e, fazer o quê?, festa, muita festa! Tantas, que perdi a conta – e... para que contá-las, não é mesmo?
Foram – e estão sendo – dias de muita alegria.
Se no dia a dia já não falo com gente baixo astral, se não dou o menor cabimento para pessoas pela metade, se não leio quem escreve qualquer coisa, se risco do mapa os jilós da vida, e atendo apenas as pessoas com corações verdadeiros do outro lado da linha, nas férias aproveito para fazer tudo isso. Vezes mil.
Ah, felicidade...
Celular desligado, praia até o cair da noite, banhos na madrugada – e meu champanhe orange. É, na vida real também tenho lá meus exageros.
Desde o dia 17 de dezembro me joguei no Tibau – e para lá ainda vou, se Deus quiser, nas folias de Momo.
Desde o comecinho – o aniversário de Cleuze Fiúza, o aniversário de Letícia Ferreira de Souza, o aniversário de Zuíla Ramalho, o aniversário de Pedro Arraes de Mello – tudo lá em casa.
E os jantares assinados por Jorge Fernandes – hum...
E os grudes, as tapiocas de dona Erineide...
E as feijoadas, os chás, os cafés sem hora para the end, os hapy hours, os muuuuuuitos coquetéis assinados por Socorro Paiva, do Requinte que tanto amo.
Foram tantos dias de felicidade explícita, que (quase) estou recarregado para o novo ano que, sorry, para mim só começa lá por março.
Tibau é uma praia que amo. Amo até bem antes de mim. Desde o Coronel Vicente Carlos de Saboya, desde a casa da Tiazinha Maura Galvão de Saboya, que tem a mais bela vista daquele mar...
Tibau, apesar de ser um mar de abandono por parte do poder público, de ter seus morros de areia colorida devastados pelo “progresso” de uns, de não ter segurança, de ser suja... vale a pena.
Tem o mar mais morno que já vi na vida.
É a calmaria do Pacífico, com a vida abundante dos Atlânticos dos Brasis.
É uma praia linda – e cheia de surpresas. E, claro, cheia de amigos desde sempre. Aqueles que crescem junto, que acompanham vitórias, que não mentem, que tem alma.
Falando em alma...
Muito obrigado pelos e-mails. Desde o dia 17 de dezembro até ontem, mais de três mil. E todo mundo elogiando, muito, o novo site... Que ainda vai passar por mudanças...
E a nossa jornalista responsável pelo DeSaboya.com durante esses dias de pernas pro ar, quando a vida inteira parece sumir do mapa – e mergulhar por aí.
Muito obrigado a Verônica Garrido Roncari, com seu nome de star, que fez o que não pode para dar show. 
E deu. Aliás, como nunca... Segurou a onda escrevendo bem, nada de erros, assuntos mis. Arrasou! Verônica é mais uma que segue conosco, a abrilhantar o site mais tchans do Rio Grande...
Idem, idem a Verona D’Moura, pelas festas, pelos frejes.
E... obrigado ainda por cada e-mail, cada recadinho, cada abraço.
Estou lendo um a um. Devagar, mas com toda a atenção do mundo...
Mais uma...
Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas novidades para 2009 – festas, gente do bem ao redor e o site, para variar dez tões, melhor, melhor, melhor.

Até pós o Carnaval.
Chrystian

Almas que cheiram a Confort

07/12/2008 às 23h28

Termino a semana tristinho...
Feliz – mais triste.
Ontem fomos à Missa de Sétimo Dia do velho Chico, o motorista em forma de candura e gentileza dos Elali de Sami e Sandra... e que tantas vezes fez da nossa casa suas paradas...
Como fiquei abalado com a partida de Seu Chico para os céus!
Ah, como era especial!
E bom!
Sabe aquele homem com cara de avô, das histórias de Walt Disney?
Cara mansa, alma pura?
Seu Chico era assim.
É, aliás.
Seu sofrimento parou de pulsar. E seu Chico voou com a alma ainda mais limpa.
É... sofrer faz nossa alma limpa – e perene.
O sofrimento tem esse dom: cura, ameniza, eterniza, limpa, quara, enxágua, deixa a gente com cheiro de Confort.
Sofrer é, também, um presente de Deus.
E eu me vi mais uma vez diante da morte, sempre tão cúmplice, tão amiga minha.
Temos uma relação quase passional – e talvez por isso – e também pelo espiritismo, “morrer” para mim é quase normal.
Dói – mas viver, muitas vezes, dói também.
E às vezes dói mais.
E talvez por isso eu viva sempre com a impressão que esse é o último momento da minha vida. Que eu tenho que curtir muito, amar muito, fazer tudo logo.
Nada, para mim, fica para amanhã. Amanhã? Já era!!!
Sei lá: vai que meu coração pára.
Outro dia estava lendo Rimbaud, meu poeta preferido.
Louco, tantas vezes amargo, sarcástico, infeliz – mas poeta. Para mim, isso é o que vale.
Rimbaud dizia assim.
Beijo a morte todos os dias – viver é morrer um tanto...”
Verdade.
Lendo um artigo publicado pelo Le Monde, em que Ingrid Bettencourt, presa por 37 meses pelos impiedosos e desalmados monstros das Farc, falava da sua dor, me dei conta disso.
Aliás, pela milésima vez.
“Em um segundo, nossa vida vira as avessas. Tiram-nos o chão, cortam-se a almas. Em um segundo que seja, tudo pode mudar. Um carro pode atropelar você, seu avião pode cair, o coração do seu filho pode parar.
Adeus.
Simples assim”.
É verdade!
Por isso a gente tem mais é que viver. Muito, intensamente.
Em um momento, mínimo que seja, tudo pode virar de ponta cabeça.
Por isso a felicidade necessita ser uma busca constante do ser humano. Ser feliz e amar – eis os mais fundamentais dos caminhos.
E seja feliz em qualquer lugar.
À mesa com reis – ou numa igreja linda, acolhedora e cheia de gente super especial, a rezar por Seu Chico – e tantos outros ventos, na Zona Norte do Natal.

Adoeci de amor

26/11/2008 às 08h25

Tem faltado chão.
Meu prumo, meu rumo, sei lá da razão.
Ando em estado de graça.
E de um mês para cá, quando nos percebemos grávidos, eu e Keity nos superamos em alegria.
E eu, mais uma vez – e como nunca, o homem mais feliz do mundo.
Feliz e doente.
Sim... eu adoeci de amor.
Com a notícia de ser pai, veio uma febre que não passa, dores pelo corpo, uma garganta em frangalhos, uma dor no estômago que já virou amiga minha.
E... como tenho suspirado.
Tanto...
Voltei a ler Ezra Paund, um poeta e crítico norte-americano que faleceu em 1974 e, para mim, um dos maiores escritores da sua geração. E de outras tantas.
É que sua obra me centra no mundo, me coloca disposto, me faz reconhecer o eixo.
Costumava dizer, quando mais jovens, que Paund me fazia homem grande.
Envoi, 1919
Vai, livro natimudo,
E diz a ela
Que um dia me cantou essa canção de Lawes:
Houvesse em nós
Mais canção, menos temas,
Então se acabariam minhas penas,
Meus defeitos sanados em poemas
Para fazê-la eterna em minha voz... 

Pois é, Paund tem sido o poeta da minha gravidez.
Das minhas doenças de amor...
Interessante essa nova fase da vida: um filho que chega, uma vida que vem.
E tantos presentinhos lindos...
E os sonhos?
Ontem, sobre minha cama, muitos, muitos, muitos meninos. Todos dormindo. E eu impávido, com medo até de piscar o olho para não machucá-lo.
Keity, que adora bater pernas pelo mundo, disse-me ontem que quando nossos filhos tiverem oito anos, vamos rever Machu Pichu com ele, pode?
Foi o suficiente para eu sonhar que estávamos todos lá.
Sabe de uma coisa?
Eu estou adorando endoidar!!!
E tanto amor que a gente ouve. Decididamente não vou me curar desse amor.
Outro, aliás, incurável na minha vida...
Ontem recebi o telefonema de Djamara Menezes, a doce e terna mulher de Paulinho Menezes, dois queridos nossos.
“Curta cada momento. Beije muito essa barriga, dê muito amor! A criança, Chrystian.... tudo houve, tudo sente...”
Pronto!
Tadinho. Vai me ouvir pouco?
Feliz, muito feliz.
Queria dizer isso a vocês.

Quatro semanas e meia de amor

19/11/2008 às 07h23

Quatro dias que não durmo.
Só sonho.
E um sentimento estranho – estranho e bom, corre minh’alma.
Perdi o prumo, atrás do eixo, cadê o rumo?, sem chão.
É como se flutuasse, esses últimos dias.
Até escrever, uma das grandes certezas da minha vida, desaprendi.
E eu...
Que sempre amei tanto crianças...
Que sou pai de tantas...
Que virei referência para um mar delas – sempre criaturas pobrinhas, que Deus coloca sobre minha vida...
Vou ser pai.
Meu primeiro filho nasceu domingo, quando eu e a Keity fizemos o exame. “Positivo”.
E o chão tremeu, a vista escureceu, o coração saltou.
Estamos, eu e o meu amor, em estado de graça.
São, afinal, 17 anos de uma linda história.
Construímos cada cantinho, cada tantinho das nossas vidas.
E fomos seguindo...
Esperamos amadurecer a alma, o coração crescer... para que um filho chegasse.
Depois de sete anos de casados, eis que Deus manda uma benção.
Ontem, ao telefone com Dona Odete Rosado, quando liguei para contar tudo, ela me disse assim.
“Um filho é uma dádiva, um presente que Deus manda para nós sabermos o que realmente significa a vida”.
Que seja!
Que venha!
Eu, que aprendi com os filhos alheios... e com duas poodles lindas, Terezinha e Maria do Socorro o que seria ser pai... Vou para a luta, agora, já, nesse exato momento.
Já me imagino por aí, com meu filho no colo, jogando bola se for menino, enchendo seus caracóis de laços, se for menina.
E se forem dois?
E se forem três?
E se puxar a mim?
E se puxar a Keity?
E se puxar às irmãs?
E se for prematuro?
E se for comelão?
E se quiser estudar fora?
E se...
E se...
Afê! Serei um pai neurótico?
Certamente.
Mas e daí? Qual o pai não é?
Quero cuidar, guardar, amar em mim.
Amor, aliás, já tem. Muito.
Mesmo com um mês de vida, troco fraldas, confidências, juras eternas.
Estou grávido de um beija-flor.
Estou grávido de amor.
Grávido, um ardor.
Um jardim imenso... 
Sentimentos intensos...
Grávido de sol. 
De esperança...
De vida
E Luz

"O momento da mudança chegou"

05/11/2008 às 08h53

De toda essa história de eleição americana...
O que mais a gente aplaude, com veemência, é que a vitória do candidato democrata Barack Obama é um divisor de águas no preconceito entre negros e brancos, nos Estados Unidos.
E isso, feito cometa, se espalha pelo mundo, naturalmente.
Tá bom: ele quer mudar o mundo, pega um país numa recessão absurda, o terrorismo assombrando...
Mas eu cresci vendo aqueles filmes horríveis, a dor do negro na eterna e impiedosa senzala norte-americana, aquelas dores do Ku Klux Klan, a segregação racial, os pretos proibidos de andar em ruas de branco, comer em restaurantes de branco - e aí seguiu, por anos, a dor do mundo entre o Texas e o Missisipi.
A eleição de Obama dá um fim nisso tudo. 
É um tapa na cara do preconceito!
Grita um basta.
Ah, como é bacana ver um negro comandando os Estados Unidos.
Porque o tal preconceito contra negros...
Uma das grandes dores do mundo.
De um mundo que trazia navios negreiros - e levava negros feito mercadoria.
Açoites, troncos, meu Deus, quanta injustiça!
De um mundo que até hoje vê impávido os horrores da África, com crianças mortas de fome no Guiné, em Luanda - por todo lugar, lânguidas no meio das ruas, sem força para estirar um braço a procura de esmolas.
Da África enterrada na Aids, onde milhões de meninos e meninas são orfãos da doença.
Da África das meninas estupradas - duzentas, com menos de 10 anos, todos os dias.
Ah, Deus...
Ainda estamos longe. De tanto, de tudo.
Mas foi um passo imenso dado por Obama.
Que seja um herói.
Que não invente guerras, nem encerre vidas, como seu antecessor sem graça e vida, de nome George qualquer coisa.
Obama será o 44º presidente americano e o primeiro negro a comandar da Casa Branca.
Estou mais feliz.
Que o mundo, através de Obama, beije a face da bela, íntegra e respeitosa de um povo sofrido, carregado de dor...
Os negros do mundo, orgulho do mundo, verdadeiros heróis sobreviventes da Terra.
"O momento da mudança chegou à América" - disse Obama no seu discurso.
Deus permita que ele esteja certo.

É isso que a gente leva do mundo

22/10/2008 às 19h53

Dois amores, Flor e Zé

Sol, que venha

O sol nasceu pra todos

Detalhe do bolo lindo Tereza Neumann

Vânia Leite, Ceiça Marques e a anja Claudia Rocha

Cleuze Fiúza e Lilia Almeida, anjos nossos

Tira a mão da boca!!!

Interminável fila de amor...

Olhos ávidos por vida

Zélia Pinheiro, grande amor, vira voluntária

Como se fosse brincadeira de roda...

Dedêu, o mais arisco dos lindos

Flor linda!

Os lindos Pedro e Joca

Lara e Vida Jr...

Três irmãos que amamos: Juju, Lôrinho e Didisso

O meu amor Andrezza...

Déia: sorriso cheio de esperança

Acabei de chegar do Centro de Caridade São Francisco de Assis.
A roda gira, oh mundo gigante e... fomos entregar os brinquedos arrecadados ontem, no sosso Chá com Arte, na Galeria Anjo Azul.
Obrigado, meu Deus!
Pela possibilidade de ajudar, de abraçar crianças tão lindas, tão carentes de tudo.
O Centro São Francisco, erguido com amor, esperança e luz na comunidade de Lagoa do Cosme, em Ceará-Mirim viveu, hoje, mais um momento especial.
De amor, de amor, de amor...
Obrigado a Renata Motta, pelo lanche delicinha...
A Tereza Neumann Guanabara, pelo bolo lindo!!!
Aos amigos todos que abraçam, colaboram e fazem a diferença no mundo.
Hoje, nada de blá blá blá...
Só as imagens, lindas, das nossas crianças, em fotografias que, quando a emoção dava, eu saía clicando por aí...

Quem diria: Madonna acabou em Currais Novos...

20/10/2008 às 17h23

Sabia dessa?
Fui amigo de Madonna – diga-se de passagem, uma Madonna tão bacana quanto a original, mas com uma diferença fundamental: de carne e osso.
Acabava de chegar do Rio de Janeiro.
Estava em Mossoró, onde sempre quis morar – porque sempre achei o Rio, apesar de lindo, muito sem graça. E é porque, à minha época, o Rio era mais romântico, mais lúdico.
Mas antes disso...
Ângelo Gurgel era meu amigo de infância. Todas as vezes que passava férias em Mossoró, nos encontrávamos.
Ele já era artista – eu nem sabia direito o que era “arte”. Gostava de criar histórias, contava mundos de reis, duques e apaches.
Ângelo tinha muitos gatos vira-latas. Curtia muito os animais – e talvez tenha sido por isso, mais do que pela sua “paranóia” por “sangue-azul” que nos tornamos grandes amigos. Talvez por isso seu nome seja Francisco, sabia? Ângelo se chama Francisco Ângelo Gurgel, o santo protetor dos... animais.
É filho de uma apaixonante senhora de nome Dione – uma pessoa que guardo no fundo terno do meu imenso coração, a quem sempre chamei de tia... e neto de Seu Guaraci e Dona Mundica, ferverosos defensores do que para eles era moral e bom costume àquela época; irmão de Pachelle – galã da década de 80, em Mossoró.
Brincávamos de subir nas árvores, de correr pela velha estação de trem erguida pela minha família e íamos ao Tibau.
O mundo voou.
Fui morar no Rio.
Voltei adolescente.
E...
Encontrei Ângelo transformado em Madonna.
Uma perfeita Madonna: linda, corpo escultural – e com uma presença de palco inacreditável. Assombrosa!
- Meu amigo se transformou em Madonna?!!
- Meu Deus! E dona Mundica?!!
- E a tal moral?!!
- Os bons costumes?!!
Confesso: foi um susto, no comecinho.
Mas, desencanado, curti a Madonna do Ângelo.
Para se ter uma idéia, eu, com ou sem minha avó-Tiazinha (Maura Galvão de Saboya, que achava aquilo um escândalo), meu tio Dodôi (Nestor Saboya, que achava aquilo o máximo), Widinha (Wilda Ferreira Marques, que nunca entendia aquilo e até hoje diz que “não era Ângelo, aquela louca tarada”)... amigos, namorada... assistimos a Madonna do Ângelo pelo menos umas vinte vezes.
Revirando meus baús outro dia, encontrei mais de cem notas escritas sobre o espetáculo (em cartaz por três anos no Estado), no meu começo como colunista em Mossoró.
Ângelo rompeu barreiras, colocou Mossoró assombrada com o que fez – e o fez numa época caretíssima – e transformou sua Madonna num marco da Cultura de Mossoró. E do Rio Grande do Norte!!!
Cultura sim – inegável contar.
“Brigou” com a igreja, rompeu mundos, foi ele. E numa época em que Madonna chocava o planeta, a família, as religiões.
Dane-se!!!
Gente, na vida, tem que passar pelo mundo assim.
Ângelo foi um dos mais corajosos artistas do ressurgimento da cultura Mossoroense que eu, àquela altura, depois de 18 anos de Rio de Janeiro, já sabia o que significava.
Virou herói para uns, anti-herói para outros. Mas fez, não ficou sobre muros, sob o mundo e suas hipocrisias.
Uma produção gigantesca, cenários inacreditáveis, figurinos perfeitos.
Acho que de tudo que escrevi sobre meu amigo Madonna, que hoje é professor e pesquisador de biologia do CEFET, em Currais Novos, faltou dizer, em letras garrafais, o quanto SOU FÃ do seu trabalho, seja lá como uma cantora louca, loura e boa que chocou o mundo – e rompeu paradigmas de uma cidade que fez correr Lampião, mas não o tal preconceito, seja como o filho caçula de Dione que cresceu, como eu, “sem pai” – e que venceu na vida graças aos seus sonhos, uma mãe maravilhosa e uma estrela trazida n’alma.
Ângelo venceu todas as adversidades, foi louco, “blondou” os cabelos, escandalizou uma época.
E fez sua diferença na vida.
Nunca mais nos vimos... mas o fato de Madonna vir cantar no Brasil, me fez lembrar muito do meu amigo Francisco Ângelo Gurgel... ou... Madonna!!!
Ângelo, um dos heróis do meu mundo. 

No video, a Madonna, perfeita de Ângelo Gurgel, em Like a Prayer - sem recurso nenhum, obra perfeita

Uma prece para as almas

18/10/2008 às 17h09

Tenho andado arrasado.
Como um homem bipolar, sei lá.
Ora feliz da vida – aí, quando paro diante dos noticiários, me vejo às lágrimas.
Essa história toda do seqüestro em Santo André, São Paulo, acabou com meus nervos.
Ah, e como me acabei com tudo isso!
Duas meninas lindas estudando em casa, sonhando quem sabe com um futuro melhor para o mundo e... escuridão. Os pobres pais no trabalho, um rapaz perturbado, ouvindo ora anjos, ora diabos – e... o fim de três famílias.
Talvez a de Nayara, a amiga que voltou ao cárcere graças a uma polícia inábil e inacreditável, consiga seguir. Aliás, é o destino do povo brasileiro: tentar, ir, sei lá.
Mas a pobre Eloá, Deus a quer ao seu lado. Está nítido. O “egoísmo” de Deus é, sempre, uma benção para nossas vidas.
O pobre Lindemberg, apesar do suplício do inferno, Deus também o quer seu.
Talvez num plano superior Eloá e “Berg” se unam novamente. E tenha um “final” feliz...
Não julgo ninguém.
Nem Lindemberg – apesar da revolta que me invadiu as entranhas ao ver um jovem bocó de 22 anos de idade encerrando a fogo e bala, a vida de um país inteiro.
E sabe o que é isso, minha gente?
Falta de Deus!
Quem não conversa com os céus, quem não pratica um só ato de solidariedade e caridade com o mundo tão violento em que vivemos, quem mente, quem rouba, quem não olha no olho, quem faz maldades, quem escreve maldades, quem sente inveja, quem luta com o mundo tentando destruir o outro, quem não ama os animais: para mim, está tudo no mesmo bolo. Energia ruim é como energia boa: ganha corpo, ganha vida, ganha alma.
Por isso que a gente tem, sim, que rezar muito.
Abrir a Bíblia, o Evangelho Espírita, o Rig-Veda, o Torá. Não importa. Importa chegar a Deus.
Quem tem Deus no sorriso não padece, não se esquece.
Nem mata.
Nem morre.
O que aconteceu naquela comunidade pobrinha de Santo André, pode acontecer aqui, com a gente, agora.
Por isso a fé é fundamental.
A prece, a oração são primordiais.
Rezar nos redimensiona o tempo, nos coloca no espaço, nos transforma numa pessoa.
Outro dia estava lendo um artigo de Arthur Rimbaud, meu poeta preferido.
A felicidade é tênue. Termina agora, termina já!
E tudo o que era feliz minutos atrás, deixa de ser.
É só tristeza.
É só morrer”
É verdade.
Por isso nossa alma precisa se preparar (por mais difícil que seja), para tudo na vida.
E uma alma preparada é uma alma com Deus, uma alma feliz.
Vamos rezar.
Sempre!
E fazer o bem!
E rezar pela alma de Eloá, de Lindemberg – e de todos os seus.

NOSSA SENHORA APARECIDA - A história da Padroeira do Brasil

12/10/2008 às 11h38

Lindo anjo negro destes grotões, sua história começa lá por meados de 1717.
Foi quando chegou à cidadezinha de Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual e linda cidade de Ouro Preto), nas Minas Gerais que a gente ama.
Os pescadores, jovens senhores de 32, 34 e 41 anos respectivamente - Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, querendo lhes ofecrecer o melhor dos pescados, lançaram as suas redes por sobre o rio Paraíba do Sul.
Depois de muitas tentativas em vão, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, extamente dia 12 de Outubro, 291 anos atrás.
Já sem esperança, João, o mais tranqüilo dos pescadores, lançou sua velha rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça - e de terracota e medindo quarenta centímetros de altura. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram posteriormente.
Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. 
um espanto!
Uma comoção!
Choraram muito, envolveram a velha santa decaptada em um lenço e, animados pelo acontecido, lançaram novamente as redes com tanto êxito que obtiveram pesca jamais vista por ali.
Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Felipe Pedroso, onde uma romaria se formava em torno da fé.
A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da velha e deteriorada imagem da virgem.
A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelos Brasis de todos nós...
Diversas vezes as pessoas, que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana.
A família, pobrinha, conseguiu o apoio de amigos e construiu um oratório.
Que ficou pequenino para caber tamanha fé...
Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745.
Diante do aumento no número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior - a atual Basílica Velha.
Em 1904, a imagem foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.
No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa. Quase vinte anos depois, a 17 de Dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, por determinação do Papa Pio XI.
É uma linda, uma mãe verdadeira quer que religião tenhamos.
Uma velha senhora negra, linda como todas as negras de tantos caminhos injustos sobre o mundo de meu Deus, Padroeira, com muito orgulho, do nosso Brasil.

Oração à Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida, aqui tendes, diante de vossa imagem, o vosso Brasil, o Brasil que vem novamente consagrar-se à vossa maternal proteção.
Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Que seja vossa a sua natureza exuberante, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossas as cidades e as indústrias, vossa a sociedade, os lares e seus habitantes com tudo o que possuem, vosso, enfim, todo o Brasil.
Sim, Senhora da Conceição Aparecida, o Brasil é vosso. Por vossa intercessão temos recebido todos os bens que Deus nos prodigalizou e muitos ainda esperamos receber.
Obrigado por tudo, Virgem Mãe Aparecida. Abençoai, Senhora, o Brasil que vos agradece, o Brasil que vos ama, o Brasil que é vosso.
Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o Santo Padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa mente no caminho do bem e da verdade.
Rainha do Brasil, mãe de todos os brasileiros, venha a nós o amoroso reino do Pai. Por vossa mediação, venha à nossa pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. Amém. 

Fonte: O livro das preces, História das Virgens e wikipédia

Olinda, meu amor

07/10/2008 às 00h24

Emaranhado de história, amor, fé e abandono

O velho mosteiro

O amor escurece

A fé, no alto

Ruas e curvas de morenas setrosas

As molduras do tempo

O céu desenhado de amor e história

O santeiro, o velho casarão

Anjo de barba branquinha: guardião de toda fé

Linda. Mas abandonada.
Fundada Olinda em 1535, a cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade.
Suas ruas, um sobe e desce de ladeiras íngremes e coloridas, lembram o balanço do mar, o requebrado da morena sestrosa que vai e vem – e o Atlântico ali, aos pés dos morros que cercam a velha vila, criminosamente incendiada pelos holandeses no final do ano de 1500 e refeita lá por 1600, quando tornou-se a capital de Pernambuco.
É, sim, um dos mais belos pedaços destes Brasis.
E um dos mais abandonadas também.
Eu, que das Minas Gerais sempre volto com um nó na garganta, tamanho o abandono da história por parte do poder público, deixei Olinda com uma sensação que me rasgou a alma.
Ruas sujas, patrimônios deteriorados, uma feira no alto do morro sem nenhuma ordem, posta ali sem tanto amor.
Além de sua inegável beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do nosso Brasil.
Mas e daí?
Declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, Olinda revive o esplendor do passado todos os anos durante o Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos irresistíveis.
Mas a cidade carece de atenção.
Casarios datados de 1700 totalmente abandonados. Igrejas inteiras, verdadeiras relíquias da história do Brasil, sem nenhuma atenção.
Doeu n’alma, ver tão bela cidade daquele jeito.
Um jeito qualquer, um jeito sem vida.
Nem respeito à cultura desta Nação.
Mas é impressionante como a vida pulsa. Uma gente feliz no meio das ruas e muitas crianças a pedir um dinheirinho ali, uma “pratinha” acolá.
DE esquina em esquina, transformei o limão numa limonada.
E, de diversos ângulos, flagrei a Olinda que gostaríamos de ter um dia.
Linda, verdadeiramente.

Fotos: Chrystian de Saboya

Uma linda história de amor

30/09/2008 às 10h41

Massimo Chiozzi é um italiano boa praça, desses que escolheu Natal para viver. E para fazer o bem.
Há 15 anos mora aqui, em Ponta Negra.
E, como todas as pessoas de bom coração, tem uma cachorrinha em casa, a bilingue Puka, uma Dascehund de três anos, do signo de Touro, que é uma fofa.
Na semana passada Pukas, mãe pela segunda vez, pariu.
Mas ficou visivelmente triste.
Até chorou, lágrima de dor ao ver que seus filhotes nasceram mortos.
Animais sentem dor, choram as perdas, os abandonos humanos.
Animais têm alma.
E coração.
Mas no caso de Puka...corações. 
Ela, seguramente, tem muitos...
Massimo, também triste com a situação, enterrou os filhotes longe de casa, com o coração feito nó.
Aí... Puka fugiu. Correu longe até encontrar, num terreno baldio, uma gatinha, recém abandonada por um dono sem coração (uns bichos nascem com tantos, uns homens sem nenhum).
E Pukas olhou para a gatinha, uma vira lada toda rajada e deve ter contado que seus filhotes haviam nascidos mortos.
E a gatinha deixou, vê que lindo, Puka se aproximar.
E um a um, os quatro gatinhos recém-nascidos foram para casa, na boca das duas mães.
A cena parecia inacreditável.
Mas não era.
Hoje, os quatro gatinhos mamam nas duas mães.
Nem os olhos abriram ainda...
Mas quando o fizerem vão encontrar uma casa cheia de amor, transbordada de corações.
E com duas mães.
Lindas, apaixonadas, sensíveis.
Deus mora ali também. 

E ainda existe gente que não ama... os animais!

Amor aos velhos, aos animais

30/09/2008 às 10h17

Estou numa fase de muito trabalho.
Saca essa, né?
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondido,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinho

Cecília Meireles, em Lua Adversa...
Mas está tudo bem.
Aliás, tudo bem sempre! 
Aliás, comigo, devo ser um deslumbrado, um alienado... está tudo bem, de verdade, sempre!!!
Nada me abate.
É que tenho corrido tanto, mas tanto...
Só em outubro, quatro eventos. Cada um com sua particularidade, sua invenção.
E eu, perfeccionista que sou, correndo muito, com idéias sempre legais e diferentes...
Aí... piro o cabeção.
E ainda inventamos essa viagem... volto terça da semana que vem!
Mas, tudo certo.
Até porque o assunto é sério.
“Não seja amigo de quem desrespeita os velhos e os animais”
Acabei de ler essa frase no pára-choque de um caminhão.
E fiquei cá pensando com meus borbotões: que coisa forte. E séria!
Por quê?
Com que objetivo esse caminhoneiro escreveria esse “pensamento” no seu transporte?
Mas é pura verdade.
As pessoas que não amam um bicho, seja ele qual for e que esquecem um velho pelo mundo, merecem, sim, preces, piedade – “vamos pedir piedade, Senhor piedade”...
cantou Cazuza, certa vez.
E acrescento aí, nessa lista, o mundo todo: crianças, adultos, um colega seu, um ex-colega seu, o porteiro do seu prédio, um pedinte no meio da rua.
Amar – e tolerar (verbo que há pouco aprendi a conjugar) podem, sim, salvar o mundo.
Ah, o mundo, tão longe, tão triste.
Tenha “fases como a lua”, mas seja, sempre, uma pessoa solidária com a vida.
Os solidários são como os gratos, os cheirosos: mais felizes!
E a caridade é a prece que Deus mais ama!

Ande de joelhos. Isso é uma ordem.

14/09/2008 às 12h19

De joelhos nos milhos, outra ordem.
Ontem venci de novo.
E que vitória linda!
Nada mais justo – e sem pretensões, mais óbvio.
É que eu trabalho demais. Muito. Tanto.
Ontem cheguei no Versailles exatamente 10h30.
E saí, já com a casa cheia de convidados, quase meia noite.
O dia inteiro. Correndo muito.
E vou dizer: só saí do Versailles depois que Marília Borges de Méllo, grande amor, deu a ordem, embravecida.
E fui.
Depois de correr o dia inteiro. Muito e, aliás, como nunca na vida em um evento meu...
Só saí do Versailles quando eu e Tiego Casado, fundamental nos meus eventos, conseguimos afinar toda a iluminação cênica do festão... Todeschini!
Precisava de um efeito de floresta. Com sol, chuva, fog, caldeirão, céu escuro, estrelas, verde, muito verde e sombras.
E tudo isso num único ambiente que... só Castelo Casado é capaz de fazer.
E fazer com tamanha maestria...
Luz afinada, corri pra casa.
Rezando, agradecendo a Deus por tudo.
Ah, como rezei do Versailles para minha casa.
Sempre pensando coisa boa, feliz, uau!
Exatamente às 23h, a fila no calçadão da casa de recepções que eu amo já era imensa, sem fim.
Tinha mais é que agradecer.
Aliás, tenho mais que.
Deus é muito cúmplice meu. Comunga comigo em tudo que faço, me apóia, me abraça – é meu comparsa.
É impressionante como, tudo na vida que faço, dá certo.
E se, no caso de ontem, me deparo com uma turma que entrega e diz: faça!... aí piro o cabeção.
E...
Graças a Deus dá tudo certo!
O festão da Todeschini ontem foi assim: linda, como diz Lara Borges Maranhão “per-fei-ta” e super, super lotada de felicidade, gente, energia maravilhosa.
E o Viveiro Marina, com Débora Saldanha no comando, fez uma das mais belas festas da nossa vida...
Transformamos o Versailles numa floresta. Literalmente.
Como a Todeschini, sem agredir a natureza...
Passamos um mês juntando folhas. Muitas, para encher minha casa de folhas. Aí... quem atravessava o guarda-roupa Todescinhi e caía na festa, se deslumbrava...
Nós, mais.
Não com o sucesso, simplesmente.
Mas com a vitória. Mais uma.
Não com os parabéns, simplesmente.
Mas com o amor de Deus por mim...
E do amor do Natal por mim...
E do respeito do Natal por mim...
E por tudo, enfim, muito obrigado.
Ando, desde a tal Geração Coca-Cola, em estado de graça.
Com aquele sucesso todo, tanta gente ao meu redor... e uma festa linda.
Segredos... tenho vários.
Não falo de ninguém.
Não denigro ninguém.
Só quero saber de energia boa ao meu redor.
Só escrevo coisas que vibram com as boas sintonias do Universo.
E trabalho. Canalizo minhas energias todas para o trabalho, para o bom da vida.
Por isso também, tudo certo, tudo bem.
Hoje amanheci morto. Cansado sem trégua.
Mas... mais uma vez feliz da vida com tudo.
Realizado mais uma vez.
Agradecido a Deus mais uma vez.
E, pelo resto do ano, coberto pelo abraço das mais de 800 pessoas que foram ser feliz ontem, ao meu lado...
E ao lado de Berg Ferreira, Cleide Maia e Miguel Levi, os senhores Todeschini.
Que festa maravilhosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Valeu, de novo, Deus!

Só as boas notícias me interessam...

12/08/2008 às 11h09

Não me venha com notícia ruim.
Para o seu bem. 
Para o nosso, aliás.
Não me interessa que um idiota falou de um vizinho, que um desocupado disse a respeito de quem chega, quem vai, que um colega da mesma profissão anda denegrindo outro, ou que um péssimo qualquer esteja dizendo por aí coisas horríveis sobre quem quer que seja.
Quem é feliz – e realizado, não abre a boca para denegrir ninguém.
Nem fala mal de ninguém.
Nem fofoca asneiras.
E abre a boca para... ah, quanta besteira!
E ninguém na vida é tão importante assim, que mereça o posto de algoz.
Não seja um condutor da maldade: tenha isso como lema, um dos temas da sua vida.
Se por um acaso alguém chegar para você com histórias ruins (e aqui cabe uma infinidade de assuntos, infelizmente), não ouça.
Não queira saber.
Toda palavra maldita acarreta sobre você, um mar de energia opaca.
E você sabe que acredito piamente nisso: somos todos pura energia!
Eu, simples assim, digo: “isso não me interessa”!
E não me interessa messsssssssssssssmo.
Nós não podemos ser o fio condutor de nenhuma maldade. Nunca!
Temos que dar um basta e pronto. Nem ouvir!
E muito menos passarmos assuntos desagradáveis adiante.
Isso é coisa de gentinha.
De gentinha sem berço, nem noção.
E... pobrezinhos, sem coração.
Só olhe para aquilo que lhe faça bem, só leia o que lhe acrescenta algo, no mínimo, ótimo.
Acho que vou contar uma história.
Que adoro contar, espalhar pelo mundo.
Sobre no Beja, a Beja dos Araxás, nas minhas Minas Gerais que tanto amo – e uma das minhas heroínas, tataravó de Lib Maurey, dileta amiga do Rio de Janeiro.
Quando voltou da cidade de Cruzeiro do Sul para Araxá, lá por 1835, Beja, à época uma cortesã, recebeu, das senhoras da sociedade mineira, uma caixa com esterco, restos de animais, sangue.
Beja recebeu e pediu para um dos seus escravos ir até o jardim, belíssimo, do seu Solar, e colhesse, ali, as mais lindas flores.
Fez um buquê enorme.
E mandou com o seguinte bilhete:
Na vida nós só damos aquilo que temos”.
Isso não é lindo?
Nós, ao passarmos pela vida, só precisamos espalhar coisas boas, notícias ótimas, energias do bem.
Claro que não somos “santos”. Nem precisaríamos ser. Não nos damos bem com uns bem poucos, não fazemos questão de outro punhadinho mas, daí a denegrir as pessoas... jamais.
Isso é, de verdade, muito, muito feio.
Portanto combinemos assim: se não tiver algo muito massa para me contar... saia de perto de mim.